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Hora do sono – parte 2

8 nov

Leia antes a parte 1, clicando aqui!

As primeiras noites, foram, de longe, as mais difíceis. A pequena adorou a caminha, mas não gostou da idéia de deitar naquele lugar antes de adormecer, já que estava mais que acostumada a adormecer nos meus braços ou nos braços do Maridão. Acontece que, se aproximando dos dois anos de idade, não havia quem aguentasse mais balançar aquele pesinho-pesado por quase uma hora, até que ela ficasse sonolenta e dormisse. É tudo uma questão de persistência, então me danei a ler e fazer pesquisas. Mas li coisas absurdas – que me desculpem os cientistas – mas, não conseguia imaginar uma cena de abandono total, largando a Pequerrucha no quarto sozinha e deixando que ela chorasse até que dormisse. Respeito quem faz, mas não considero essa a melhor estratégia.

Por isso, fui voltando lá nas minhas lembranças mais antigas, como era que eu fazia para dormir. Mais uma vez, veio a figura do meu paizão em mente, que religiosamente todos os dias, sentava no quarto, à meia luz e contava estórias para mim e para a minha irmã, até que adormecêssemos. Se não fosse assim, minha mãezinha querida cantava músicas de ninar, enquanto cada uma de nós ia adormecendo em nossas próprias caminhas. Me peguei analisando que eu devia ter uns 3, ou 4 anos nessa época e a Pequerrucha ainda não tinha feito nem 2, mas eu só iria saber se ia dar certo, se tentasse.

Na primeira noite, ela levantou da cama umas 4 vezes e chorava, se negando a deitar. Então, eu apoiei uma almofada no chão e me deitei ali ao lado da caminha dela, explicando que ela deveria voltar para ouvir a estória. Finalmente, ela aceitou deitar e ficou curiosa. Tive que contar umas 5 estorinhas diferentes e confesso que já estava com muito sono. Então, falei para ela que eu iria dormir e que ela poderia ficar tranquila para dormir também, pois eu estava ao seu lado. Adormeci no chão e só acordei de madrugada, quando o maridão chegou do estúdio e não me achou na cama. Não preciso nem dizer que acordei quebradinha da silva, né? Mas valeu a pena, a pequena dormiu por 3 horas seguidas em sua caminha. Acordou, como de praxe, para trocar a fralda e chorou porque se viu só. Nesse instante, entrei no quarto, peguei ela pela mãozinha e levei ela de volta para a cama. Me sentei do seu lado e em menos de cinco minutos, ela dormiu novamente. Ela deve ter acordado mais umas três vezes e repeti o procedimento.

Isso seguiu por mais ou menos uma semana, quando ela finalmente passou a deitar sozinha e me chamar pedindo: “Mamãe, etóia (estória)”. E dorme em cerca de 10 a 20 minutos. É realmente um sonho! 🙂

Hoje, ela ainda acorda em média duas vezes a noite e, segundo as minhas leituras, é absolutamente normal, já que o ciclo do sono ininterrupto das crianças é muito menor que a dos adultos.  Mas, basta alguém chegar e a conduzir pela mão para a sua caminha que ela volta a dormir em instantes!

Cheguei a conclusão de que é um treinamento que tem que ser feito noite após noite e desde que decidi iniciar, venho me mantendo firme e forte e resistindo ao cansaço e a vontade de levá-la para a cama comigo. O resultado disso é que, nos momentos em que estou dormindo, durmo bem melhor, pois ganhei mais espaço na cama e não tenho mais a preocupação de não rolar por cima dela, né? Hehehe.

Bom, é isso aí. E agora, estou bolando um treinamento para que quando ela acorde sozinha no quarto, não precise me chamar para dormir novamente!

Por sinal, alguém aí sabe como faz isso?

Beijos e até a próxima!

 

 

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